O presidente da Câmara de Viana do Castelo revelou esta quinta-feira que o prazo para apresentação de propostas ao concurso internacional para a construção do novo mercado municipal, no local onde existia o prédio Coutinho, foi prolongado até dia 14.
Questionado pela agência Lusa, à margem da apresentação, na Câmara de Viana do Castelo, do relatório Infraestruturas Rodoviárias e Ferroviárias na Eurorregião Galiza/Norte de Portugal, o socialista Luís Nobre disse que a prorrogação do prazo foi pedida pelas empresas para concluírem as propostas.
É o terceiro adiamento do prazo após a abertura do concurso público internacional, no dia 21 fevereiro.
Inicialmente, o prazo para apresentação de propostas esteve previsto para dia 21 de março, depois foi prorrogado por seis dias, para 27 de março, data que voltou a ser prolongada, por mais seis dias, até às 17h00 de segunda-feira.
O concurso público em curso é a terceira tentativa da Câmara de Viana do Castelo para adjudicar a empreitada do novo mercado municipal e arranjos envolvente pelo valor base de 13,39 milhões de euros, ao qual acresce o IVA à taxa legal em vigor, num prazo de 720 dias.
Em dezembro de 2024, o executivo municipal de Viana do Castelo decidiu, por maioria, não adjudicar e revogar a contratação a construção do novo mercado municipal no local onde até 2022 existia o prédio Coutinho, anulando o concurso público lançado em julho.
Na altura, o presidente da Câmara, Luís Nobre disse que as cinco propostas que concorreram aquele procedimento não cumpriam o valor base, de 12,6 milhões de euros.
Adiantou que quatro empresas “argumentaram que o valor base do concurso não era suficiente para construir” o novo mercado e “uma quinta empresa apresentou uma proposta com “um valor superior”.
Já em julho de 2023, a Câmara de Viana do Castelo tinha lançado um concurso público pelo preço base de 11,5 milhões de euros, também anulado, devido à necessidade “de ajustes técnicos no projeto”.
O novo edifício vai ser construído junto ao jardim público da cidade, no local onde abriu portas, em 1892, o primeiro mercado. Em 1965, foi transferido para um lote contíguo, junto à igreja das Almas, onde funcionou até ao início de 2002.
A transferência do primeiro mercado permitiu, no início da década de 70 do século passado, a construção do prédio Coutinho, desconstruído em 2022.