O Conselho de Ministros de balanço de um ano de governação decorreu esta quarta-feira no Mercado do Bolhão, no Porto, em ambiente de pré-campanha, mas Luís Montenegro nega ter tido essa intenção.
Sobre uma mensagem que circulou entre militantes do PSD, a apelar à mobilização para o evento, o primeiro-ministro garantiu não saber de nada.
Contudo, admitiu que “podia haver trabalho político das estruturas”, mas frisou não ter levado a cabo “nenhuma diligência”.
“Não sei a que se está a referir”, garantiu mesmo, em resposta aos jornalistas.
EXPECTATIVAS SUPERADAS
Segundo o ainda primeiro-ministro, o Governo conseguiu, num “quinto do tempo desta legislatura”, executar um terço das medidas previstas.
“O país tem hoje estabilidade financeira e económica” e “teve estabilidade política”, disse Montenegro no final do Conselho.
“Pode dizer-se que tivemos um Governo de concertação, que muitas vezes acertou e concertou com a sociedade planos de ação, planos de entendimento”, afirmou ainda o primeiro-ministro.
“Foi um ano em que muitas iniciativas que estavam e estão no programa do Governo foram realizadas e executadas. Onde a pedra de toque foi ação, foi decisão, foi execução e foi responsabilidade. Foi estabilidade e responsabilidade”, acrescentou.
“Foi um ano em que superámos todas as expectativas do ponto de vista económico e do ponto de vista financeiro”, continuou.
Questionado sobre o motivo pelo qual o Porto foi a cidade escolhida para o Conselho de Ministros, Montenegro justificou que o Governo se tem reunido em “vários distritos do país, descentralizando as reuniões (…) e alguns eventos importantes na ação do Governo”.
Sobre a relação com a Presidência da República, o primeiro-ministro destaca que foi “extraordinária” e que se “vai manter”.
“Estamos todos empenhados (…) em dar aos portugueses para lhes dar as respostas que eles esperam”, disse.
Com RTP