Sandra Cardoso, cabeça de lista da CDU à Assembleia da República por Braga, defendeu a valorização da agricultura, garantindo apoios aos pequenos e médios agricultores, e a recuperação dos serviços de extensão rural. Para isso quer um “Ministério da Agricultura forte”.
A candidata comunista às legislativas de 18 de maio, acompanhada por João Baptista, candidato à Câmara de Braga, dedicou a visita à Feira Agro – Feira Internacional de Agricultura, Pecuária e Alimentação, para abordar a “situação difícil” que os agricultores atravessam, provocada nomeadamente pelo aumento dos preços dos fatores de produção.
Sandra Cardoso culpou ainda “os cortes brutais nas ajudas da PAC [Pacto Agrícola Comum], cada vez mais injusta e penalizadora dos pequenos e médios agricultores e compartes de baldios” pela crise no setor.
A delegação da CDU assinalou que não são os produtores os responsáveis pelo aumento dos preços de venda ao consumidor, mas “a autêntica ditadura da grande distribuição” e o “seu papel negativo na agricultura nacional tendo em conta as condições que impõe aos produtores”.
É neste contexto, que a coligação PCP/PEV reivindica apoios a quem produz “e com prioridade aos pequenos e médios agricultores”, deixando de lado “agro-negócio”.
Paralelamente, a CDU defende o controlo dos preços dos fatores de produção, a garantia de escoamento das produções a preço justo e um Ministério da Agricultura “forte”.
Sandra Cardoso quer ainda que este ministério integre as “florestas e o desenvolvimento rural, e que reforce os serviços de apoio descentralizados, começando por reverter a passagem das DRAP para as CCDR e recuperando os serviços de extensão rural”.
Fernando Gualtieri (CP 7889)